Levantamento BTG/Nexus divulgado nesta terça-feira registra Flávio Bolsonaro numericamente à frente no segundo turno. Rejeição de Lula cresce, aprovação do governo recua e avaliação negativa supera a positiva por onze pontos percentuais .a pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta terça-feira (13) mostra Flávio Bolsonaro com 52% dos votos válidos na disputa presidencial, contra 48% de Luiz Inácio Lula da Silva. O levantamento também registra rejeição de 51% ao presidente, enquanto o índice do senador ficou em 47%. Os números chegam nove dias depois de Flávio terminar o primeiro turno à frente do petista e mostram uma mudança na rejeição dos candidatos em relação à pesquisa de setembro. A diferença nas intenções de voto permanece dentro da margem de erro, configurando empate técnico, e nos votos totais, Flávio aparece com 48%, contra 45% de Lula. Outros 5% declararam intenção de votar em branco, anular o voto ou não escolher nenhum candidato, enquanto 2% não souberam responder. A pesquisa foi realizada entre 10 e 12 de outubro, com 2.002 eleitores entrevistados por telefone em todo o país, o levantamento foi publicado a doze dias do segundo turno, marcado para 25 de outubro. Além da intenção de voto, o instituto mediu a rejeição dos candidatos, a aprovação da administração federal e a avaliação qualitativa do governo. A comparação com setembro mostra que Lula passou a registrar rejeição numericamente superior à de Flávio, enquanto a avaliação positiva da gestão federal apresentou recuo.
Rejeição de Lula sobe e chega a 51%
A mudança mais expressiva aparece nos índices de rejeição. Em 28 de setembro, 48% dos entrevistados afirmavam que não votariam em Lula de maneira alguma. Agora, esse percentual chegou a 51%, um aumento de três pontos. No mesmo intervalo, a rejeição a Flávio Bolsonaro passou de 51% para 47%, uma redução de quatro pontos percentuais,na rodada anterior, o senador registrava rejeição três pontos acima da observada para Lula. Na pesquisa desta terça-feira, a posição numérica se inverteu, com o presidente quatro pontos acima do adversário. As diferenças devem ser consideradas dentro das margens de erro dos levantamentos, mas a comparação revela movimentos distintos nos percentuais medidos nas duas rodadas, a rejeição de Lula também chama atenção pelo momento em que foi registrada. O presidente disputa a continuidade do mandato após ter terminado a primeira votação atrás do candidato do PL. Em 4 de outubro, Flávio recebeu aproximadamente 56,1 milhões de votos, equivalentes a 47,03% dos válidos. Lula obteve cerca de 53,8 milhões, ou 45,16%. A diferença foi de aproximadamente 2,3 milhões de votos,a pesquisa de outubro foi realizada depois dessa votação. Seus resultados mostram que o índice de rejeição ao presidente está numericamente acima da metade dos entrevistados, enquanto Flávio apresenta um percentual inferior ao registrado antes do primeiro turno.
Os números da administração federal acrescentam outra dificuldade ao cenário político do presidente. Segundo o BTG/Nexus, 50% dos entrevistados desaprovam o governo Lula, contra 45% que aprovam. Outros 5% não souberam responder. em setembro, a desaprovação era de 49% e a aprovação, de 46%. Na nova rodada, a primeira oscilou um ponto para cima e a segunda, um ponto para baixo. A comparação não mostra uma mudança brusca nesses dois indicadores, mas mantém a desaprovação numericamente superior à aprovação, a avaliação qualitativa apresenta uma diferença maior. O governo é considerado péssimo por 38% dos entrevistados e ruim por outros 7%, totalizando 45% de avaliações negativas. Entre os que classificam a gestão como ótima, o percentual é de 15%, enquanto 19% responderam boa. A soma das avaliações positivas chega a 34%. Outros 20% consideram a administração regular e 1% não soube responder.
A avaliação negativa permaneceu em 45% entre setembro e outubro. A positiva, entretanto, recuou de 36% para 34%, enquanto o percentual de regular passou de 19% para 20%. O resultado coloca as avaliações ruins ou péssimas onze pontos acima das ótimas ou boas, o índice de 38% que classifica a administração como péssima merece atenção particular. Trata-se da resposta mais negativa oferecida pelo instituto, escolhida por mais de um terço dos participantes. Somada à avaliação ruim, ela representa uma parcela expressiva dos entrevistados justamente no momento em que Lula busca renovar seu mandato.
Avaliação do governo revela diferenças nas intenções de voto

Esse cruzamento acrescenta uma informação que não aparece apenas nos índices nacionais. Embora a avaliação regular não seja uma aprovação positiva do governo, a maioria dos entrevistados desse grupo declara preferência por Lula. Entre os que efetivamente classificam a administração como ruim ou péssima, a preferência registrada pelo instituto se concentra em Flávio, a distinção também aparece na comparação entre aprovação e avaliação qualitativa. Lula tem 45% de aprovação em uma pergunta, mas somente 34% de ótimo ou bom em outra. Os resultados registram respostas diferentes sobre a administração federal e permitem observar como a opinião dos entrevistados se relaciona com sua escolha eleitoral.
Na modalidade espontânea, em que os entrevistados informam sua preferência sem receber uma lista com os nomes dos candidatos, Flávio Bolsonaro registra 46% das intenções de voto, enquanto Lula aparece com 44%. Outros 5% declararam intenção de votar em branco, anular o voto ou não escolher nenhum dos dois. Os que não souberam responder somaram 4%, a diferença de dois pontos também configura empate técnico. Os resultados foram divulgados pela Agência Estado e reproduzidos pelo UOL, com os mesmos percentuais apresentados na cobertura da pesquisa estimulada, o resultado espontâneo foi divulgado depois de uma eleição em que Flávio terminou numericamente à frente nas urnas. Na pesquisa atual, o senador aparece com percentual superior ao de Lula tanto na pergunta espontânea quanto na estimulada, embora as diferenças não sejam estatisticamente conclusivas.
Os recortes do BTG/Nexus apresentam diferenças relevantes na distribuição das intenções de voto. Entre os homens, Flávio Bolsonaro registra 57%, contra 36% de Lula. Na pesquisa anterior, os percentuais eram de 50% e 40%, respectivamente. Entre as mulheres, Lula aparece com 54%, enquanto Flávio tem 39% ,no recorte religioso, Flávio registra 58% entre os evangélicos, contra 32% de Lula. Entre os católicos, o presidente aparece com 51%, enquanto o senador alcança 44%. Os números foram divulgados pela Agência Estado com base no levantamento desta terça-feira, regionalmente, Lula apresenta seu maior percentual no Nordeste, com 61% das intenções de voto, contra 32% de Flávio. No Sudeste, a posição se inverte: o senador registra 51%, enquanto o presidente aparece com 41%. Na rodada de setembro, os dois tinham 45% cada nessa região.
No Sul, Flávio alcança 57%, contra 36% de Lula. No agrupamento Norte e Centro-Oeste, os percentuais são de 56% para o senador e 41% para o presidente. As margens de erro regionais variam de três a seis pontos percentuais, conforme o recorte, e são superiores à margem nacional, o levantamento mostra, portanto, distribuições bastante diferentes entre os segmentos pesquisados. Flávio apresenta percentuais numericamente superiores entre homens, evangélicos e nas regiões Sul, Sudeste e Norte/Centro-Oeste. Lula registra percentuais maiores entre mulheres, católicos e no Nordeste.
O levantamento foi contratado pelo Banco BTG Pactual e realizado pela Nexus entre os dias 10 e 12 de outubro de 2026. Foram entrevistados 2.002 eleitores de 16 anos ou mais, por telefone, com margem de erro nacional de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%, a pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07997/2026. O segundo turno da eleição presidencial está marcado para domingo, 25 de outubro, a comparação com a rodada de 28 de setembro mostra três movimentos nos indicadores relacionados a Lula: rejeição de 48% para 51%, aprovação do governo de 46% para 45% e avaliação positiva da administração de 36% para 34%. A avaliação negativa permaneceu em 45%, enquanto a desaprovação passou de 49% para 50%. Esses são os números registrados pelo instituto na última pesquisa antes dos doze dias finais da campanha.
