Flávio Bolsonaro (PL) ampliou nesta quarta-feira, 16 de setembro, as críticas ao Supremo Tribunal Federal durante agenda de campanha em Juazeiro do Norte, no Ceará. O senador concentrou o discurso nos ministros indicados por Luiz Inácio Lula da Silva e na condução do caso que envolve Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Ao comentar a composição da Corte, afirmou que “sem os ministros do Lula no Supremo, a democracia vive” e voltou a defender uma mudança no perfil das futuras indicações ao tribunal, como eu sempre digo aos meus leitores, eu não acredito que isso resolva o problema do Brasil, porem admito que isso já é um grande progresso, e com certeza é o primeiro grande passo rumo a mudança ,eu acredito que para o Brasil realmente mudar ,precisamos de leis mais duras, um reforma forte na legislação, e uma reforma no congresso e no judiciários acabando foro privilegiado e com impunidade para juízes e altas autoridades,mas voltando ao Flavio.
As declarações do pré-candidato vieram um dia depois de uma sessão extraordinária e vergonhosa do STF que terminou sem análise do mérito do relatório da Polícia Federal relacionado a Moraes. O material foi produzido a partir de informações extraídas do celular de Vorcaro e contém supostos diálogos ligados ao ministro, principalmente há um ministro em questão ,Alexandre de moraes o plenário discutia se a Petição 16.662 deveria ser julgada junto com outro processo relacionado a André Mendonça quando Flávio Dino pediu vista, mesmo depois dele ter votado, o que eu nem preciso falar que foi no mínimo excêntrico pra não falar outra, o pedido de Dino interrompeu a votação. O próprio STF confirmou que o mérito não chegou a ser examinado, e provavelmente só será voltado após as eleições ,alias o próprio fato de Moraes ter votado já deixa tudo muito estranho
A sessão expôs divergências abertas entre os integrantes da Corte.Edson Fachin, Luiz Fux, Cármen Lúcia e André Mendonça haviam votado pela manutenção das análises separadas, enquanto Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin defendiam o julgamento conjunto. Dino havia manifestado posição favorável à reunião dos processos, mas pediu que seu voto não fosse contabilizado antes de solicitar vista. O julgamento também teve discussões públicas entre Gilmar Mendes e André Mendonça sobre a condução das apurações,
Flávio usou esse episódio para reforçar sua crítica à atual composição do Supremo. Durante a passagem pelo Ceará,ele afirmou que ministros indicados por Lula estariam tentando proteger Moraes e disse que uma eventual vitória presidencial lhe permitiria promover uma renovação na Corte por meio das vagas que surgirem durante o mandato. O candidato declarou que poderá indicar até cinco ministros, número que ele relaciona à vaga atualmente aberta, futuras aposentadorias e à possibilidade de mudanças adicionais na composição do tribunal..
Lula é claro respondeu às declarações lembrando que Moraes foi indicado durante o governo Temer, que não deixa de ser verdade,porém precisamos lembrar que varias vezes o propior lula so conseguiu aprovar algumas medidas com o apoio do STF sobretudo com o apoio de Moraes,ha até uma corrente na internet com a seguinte frase "Lula é Moraes e Moraes é Lula, o que na minha opinião faz total sentido , Nesta quarta-feira, Lula também afirmou que Edson Fachin, presidente do STF, deveria impedir que a crise interna da Corte contaminasse o processo eleitoral. Flávio, porém, vem ampliando a crítica para além da origem formal da indicação de Moraes e direcionando o discurso à relação política entre o atual governo e ministros escolhidos por Lula ao longo de seus mandatos.
O episódio ocorre com o STF ainda sem uma decisão sobre o conteúdo do relatório envolvendo Moraes. A Petição 16.662 continua suspensa após o pedido de vista do indicado de lula Flavio Dino, sabe se lá até quando, e a discussão realizada na terça-feira terminou antes que o plenário examinasse se os elementos reunidos pela Polícia Federal justificam alguma medida contra o ministro. O tribunal também tem outro processo relacionado à atuação de André Mendonça no caso Master, previsto para voltar ao centro das discussões da Corte.
Flávio sempre defender que a composição do Supremo em um dos temas de sua campanha e vinculou suas futuras indicações à promessa de mudar a orientação institucional da Corte. A disputa agora envolve fatos concretos que deverão continuar no debate eleitoral: uma cadeira atualmente vaga no STF, ministros que alcançarão a aposentadoria compulsória nos próximos anos e uma crise interna que deixou o tribunal sem decisão sobre um relatório da Polícia Federal envolvendo um de seus próprios integrantes.
