A Globo voltou a fazer mais uma Fake News e precisou fazer mais uma correção pública envolvendo Flávio Bolsonaro em plena campanha presidencial. Na segunda-feira, 19 de outubro, o g1 informou que beneficiários do Bolsa Família seriam excluídos do programa após dois anos, mesmo que não tivessem conseguido emprego ESSA AFIRMAÇÃO É FALSA e quatro horas e 35 minutos depois, o próprio portal retirou a versão inicial e reconheceu o erro ,o que Daniella Marques a coordenadora econômica da candidatura, havia apresentado era praticamente o oposto: ampliar de um para dois anos a transição de famílias que começam a trabalhar ou empreender, com promessa de retorno automático se a nova fonte de renda fracassar, o episódio ocorreu menos de um mês depois de a GloboNews se desculpar por uma informação desatualizada sobre Nossa Senhora Aparecida, posteriormente associada nas redes sociais ao senador do PL esses dois temas capazes de mobilizar milhões de brasileiros , fé e sustento familiar ,e esses dois casos de fake News vieram da mesma emissora
A reportagem sobre a entrevista de Daniella à CBN Bahia foi publicada às 10h48,na primeira versão, dizia que um eventual governo de Flávio desligaria beneficiários do Bolsa Família depois de 24 meses, ainda que não conseguissem emprego, para uma família que depende do pagamento para comprar comida, a diferença entre receber proteção ao entrar no mercado de trabalho e ter o auxílio cortado mesmo permanecendo desempregada não é detalhe técnico é a notícia inteira porém ás 15h23, o portal acrescentou uma nota de correção. Reconheceu ter errado ao atribuir à proposta um desligamento sem emprego e esclareceu que os 24 meses se referiam à transição para abrir um negócio ou aceitar uma vaga com carteira assinada. A errata também registrou a promessa de retorno automático ao programa se a tentativa de independência financeira não desse certo, o reconhecimento está no próprio conteúdo publicado pelo g1, não depende de denúncia de um partido ou de interpretação de adversários da emissora.
O g1 transformou uma proposta de ampliação do Bolsa Família em uma suposta ameaça de corte. Daniella Marques falou em aumentar de um para dois anos o período de proteção para quem conseguisse emprego. O portal, por sua vez, afirmou que até os desempregados perderiam o benefício após 24 meses e a informação falsa permaneceu publicada por quatro horas e 35 minutos. Não foi uma simples palavra fora de lugar: a reportagem atribuiu à campanha de Flávio Bolsonaro justamente o contrário do que sua coordenadora econômica havia anunciado, e até o momentos dessa matéria ,há algumas reportagens do grupo globo ,falando que a campanha de Flavio estaria tentando conter uma crise depois da fala de Daniela, e mesmo que o G1 tenha voltado atras eles ainda estão tratando a noticia como verdadeira isso prova o nível da irresponsabilidade e de impunidade que as grandes emissárias estão vivendo, e pergunta que fica é, será o TSE vai fingir que não viu essa noticia falsa também ?
A regra federal prevê até um ano de proteção parcial porém a campanha de Flávio anunciou a intenção de estender a transição a dois anos ,não se trata de reajustar o valor pago a todas as famílias, nem de impor uma validade de 24 meses ao Bolsa Família inteiro. Trata-se, conforme a explicação apresentada, de dar mais tempo a quem começa a ganhar dinheiro para organizar a vida financeira antes da saída do auxílio , uma pessoa pode conseguir emprego e continuar vivendo em situação vulnerável além disso também pode abrir um pequeno negócio e descobrir, meses depois, que a renda não sustenta a casa. É justamente esse risco que a transição procura enfrentar. A ex-presidente da Caixa disse que a campanha pretende combinar o período de proteção com qualificação profissional e crédito, inclusive por meio da Caixa e do Banco do Nordeste
Há outro ponto que desaparece quando o debate é reduzido à palavra “corte”. Daniella anunciou que, se a tentativa de trabalhar ou empreender fracassar, a família poderá retornar automaticamente ao Bolsa Família esse compromisso é relevante porque pretende diminuir os obstáculos burocráticos para quem volta a ter renda insuficiente depois de sair do benefício e pelas normas atuais, já existe o retorno garantido as famílias desligadas ao final da regra de proteção ou voluntariamente podem ter prioridade de reingresso se voltarem à pobreza dentro de até três anos, desde que atendam aos critérios e atualizem os dados no Cadastro Único mas a novidade anunciada pela equipe do PL é tornar o retorno automático, em vez de depender da tramitação cadastral atualmente prevista e esperar até 3 anos para o retorno do beneficio
Esse assunto não é um caso isolado poise em 24 de setembro, a comentarista Maria Cristina Fernandes abordou, no GloboNews Em Pauta, uma suposta movimentação para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil , o projeto usado como referência havia sido apresentado em 2007 e arquivado em agosto de 2008 , a emissora até corrigiu a informação na madrugada do dia seguinte e pediu desculpas, mas o estrago já havia sido feito e a associação direta de Flávio à autoria ou ao apoio à proposta foi disseminada por publicações nas redes, sem base no projeto antigo ,a falha editorial original, contudo, existiu: uma iniciativa arquivada havia quase duas décadas apareceu no noticiário como assunto político contemporâneo. A correção veio depois que a história já alimentava discussões religiosas e eleitorais. Agora, diante do erro reconhecido pelo g1, a lembrança daquele episódio deixa de ser mera coincidência curiosa. O mesmo grupo precisou reparar duas informações incorretas de alta sensibilidade na fase decisiva da eleição.
Não é preciso criar uma teoria da conspiração ou inventar fatos sobre a Globo, pois registros falam por si , e a pergunta que fica é, por que ninguém percebeu que o projeto religioso estava arquivado? Como uma regra de transição anunciada em entrevista se transformou em corte para desempregados? o controle não deveria impedir que informações erradas ou não verificadas chegassem ao grande publico , pergunta mais incômoda não é se uma grande redação pode errar. Pode, e deve corrigir. É por que erros tão facilmente confrontáveis com documentos e declarações originais apareceram duas vezes, no mesmo período eleitoral, envolvendo o mesmo candidato, e justamente o candidato que aparece na frente nas pesquisas e que ganhou o primeiro turno.
Na noite de segunda-feira (19), Flávio Bolsonaro divulgou um vídeo nas redes sociais para desmentir as acusações envolvendo o Bolsa Família, o senador negou que pretenda encerrar o programa após dois anos e acusou Lula de espalhar informações falsas para provocar medo nos beneficiários. “Você que recebe o Bolsa Família, fica tranquilo, o seu benefício está garantido”, afirmou,na gravação, o candidato explicou que pretende permitir a continuidade dos pagamentos por até 24 meses para quem conseguir emprego com carteira assinada ou abrir o próprio negócio. Ele também prometeu que, se o trabalhador for demitido ou a empresa não prosperar, poderá voltar a receber o auxílio no mesmo dia, sem enfrentar o processo de reingresso atualmente exigido
Outro detalhe importante foi esclarecido por Daniella Marques. Segundo a coordenadora econômica, a intenção é manter 100% do valor do benefício durante os dois anos de transição. Atualmente, as famílias enquadradas na Regra de Proteção recebem apenas 50% do pagamento original, respeitados os critérios de renda,o posicionamento também não surgiu depois da reportagem do g1. Em 11 de outubro, oito dias antes da polêmica, a campanha já havia divulgado um comunicado oficial garantindo a manutenção e o aperfeiçoamento do Bolsa Família,o portal tinha a entrevista de Daniella e declarações anteriores do candidato à disposição. Mesmo assim, publicou que pessoas desempregadas perderiam o auxílio após 24 meses. A correção publicada às 15h23 reconheceu o erro, mas não explicou como uma proposta de ampliação da proteção social acabou apresentada aos leitores como ameaça de corte.
